Vinicios Torres

Lançamento: Aplicativo ICHTUS

Olá,

Começamos o ano com uma novidade! Depois de alguns meses de trabalho estamos lançando o aplicativo do ICHTUS!

Quando comecei o site tinha em mente que devemos usar a tecnologia da melhor maneira possível para pregar o evangelho e para edificar os irmãos. Na minha concepção os filhos de Deus deveriam ser os pioneiros e desbravadores de tecnologias e recursos que façam o Evangelho ser divulgado e o Reino de Deus implantado na Terra.

Por isso, a mudança dos hábitos que o avanço dos celulares proporcionou me fez pensar em uma maneira de usar os recursos dos modernos smartphones para ajudar no crescimento espiritual.

O nosso aplicativo, além de permitir que você continue acompanhando as nossas mensagens devocionais, também oferecerá recursos para apoiá-lo em suas práticas de disciplina espiritual. Nosso primeiro foco é a oração.

O aplicativo o ajudará a manter uma lista de pedidos de oração (como é feito com a Agenda da Comunhão que nós já distribuímos no site) e pode ajudá-lo durante o seu tempo de oração.

O objetivo deste primeiro aplicativo é ajudar aqueles que estão iniciando na vida cristã e querem aprender a manter um tempo de comunhão com Deus pela oração, como também ajudar aos que já tem mais tempo de vida cristã a melhorar este tempo.

Para instalar (só em dispositivos Android por enquanto), abra o aplicativo da Play Store no seu celuar e digite ‘ichtus’ na área de pesquisa. Quando aparecer o nosso peixinho vermelho, clique para instalar.

O aplicativo tem uma área de vídeos que nós iremos alimentando com dicas e orientações sobre a oração e o uso do aplicativo.

Por favor, instale, use, compartilhe, indique e nos informe se você encontrar problemas do aplicativo no seu smartphone.

Temos orado para que esta seja uma ferramenta que ajude você a crescer em Cristo.

Mário Fernandez

Identidade – Vivendo o Evangelho

“Respondeu Maria: ‘Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra’. Então o anjo a deixou.” (Lucas 1:38)

A maior e pior crise que podemos viver não é nem financeira, nem política, nem institucional – é de identidade. Quando o diabo foi tentar Jesus no deserto foi direto na identidade ao desafiar com “se és filho de Deus”. A carta de Paulo aos Efésios é praticamente um tratado sobre identidade. Esse texto contém uma declaração poderosa sobre identidade – eu sou!

Eu creio sinceramente que é chegado um tempo de deixar de lado os clichês, frases de efeito, repetecos de todo tipo. É tempo de olhar para a Palavra de Deus e ver o que de fato ela diz que somos, assumir nossa identidade e andar para frente como quem sabe quem é. Dias atrás eu vi um filme (coisa rara na minha vida) e o sujeito era herdeiro de uma fortuna mas não sabia, portanto vivia como pobre. Quando descobriu quem era, sua vida mudou. Percebe alguma analogia? Fui sutil demais?

Meu querido e minha querida, chega de sermos o que dizem que devemos ser, de vivermos pela legenda de outros. Sejam nossos lideres sociais, nossos pais, nossos patrões, nossas autoridades e até mesmo nossos pastores. Todos eles podem estar certos ou errados sobre isso, mas não importa, pois não se trata de saber quem está certo e sim O QUE está certo – e sempre será a Palavra de Deus. Eu não estou incentivando rebelião, estou incentivando saber quem é em Deus. Não sugiro discordar de todos, sugiro concordar com Deus. Só que para isso só tem uma forma e trata-se do bom e velho (mas não antiquado) hábito da leitura e meditação na Bíblia.

Maria sabia claramente “sou serva”. Pedro disse claramente “Tu é o Cristo”. Jesus disse “Eu sou”. Paulo se apresentou “chamado para ser apóstolo”. Pedro chegou dizendo “servo e apóstolo”. Acho que não precisamos esticar muito mais isso, o recado está dado.

Mas vem com toda força no meu coração a pergunta “e eu, quem sou?“. Se eu não souber quem sou em Deus, minha vida será uma eterna enrolação sem sentido focada em absolutamente nada. Como se diz na minha terra “cor de burro quando foge não é cor”. Meu querido, em terra de cego que tem um olho só é CAOLHO… Não se deixe iludir, é indispensável saber claramente quem somos. Se for para ficar no genérico “sou servo” ótimo, vivamos como servos. Se for algo mais específico como “chamado para ser” então sejamos, seja lá o que for. Desde que seja de Deus, para Deus e por Deus, porque Dele, por Ele e para Ele são TODAS as coisas.

Eu me nego a conformar minha vida a um molde esquisito, molengo e indefinido que simplesmente não define nada. Quero saber exatamente o que Deus quer de mim e quem sou Nele. Até porque, geralmente sei o que quero Dele.

“Senhor, não aceito andar às escuras, preciso saber claramente minha identidade em Ti. Me ajuda a entender a Tua Palavra para saber e viver de modo alinhado como tudo que Tu queres de mim.“

Vinicios Torres

Conhecendo o “Tempo”

“Quem guarda o mandamento não experimenta nenhum mal; e o coração do sábio conhece o tempo e o modo. Porque para todo o propósito há tempo e modo;” (Eclesiastes 8:5,6a)

Você conhece o tempo que está vivendo?

A nossa vida é marcada por períodos. Fazemos a divisão temporal por anos, semestres e meses. Esses grandes períodos determinam o foco dos nossos esforços e do nosso trabalho.

Mas, ao meditar nesta passagem, percebi um aspecto interessante. Muitas vezes o “tempo” pode não ser necessariamente o cronológico, medido no relógio e no calendário. Existe o tempo que é a época que estamos vivendo, suas mudanças e implicações para nossa vida. As coisas que acontecem ao nosso redor que, muitas vezes, não estão sob nossa responsabilidade mas cujas consequências nos atingirão.

Viver tão somente focado nas nossas necessidades e interesses, desconectado da compreensão do tempo que vivemos, fará com que não estejamos prontos para viver os efeitos que esse tempo trará. Ou seja, não saberemos o “modo” de viver corretamente o tempo que se apresenta.

Compreender a ênfase do tempo atual, dá ao sábio condições de imaginar os efeitos que serão gerados no futuro. Ao fazer isso ele, então, terá dois principais posicionamentos, ou modos de agir, possíveis:

Preparar-se para este futuro

Caso o sábio compreenda que esse tempo tem um propósito definido conforme a vontade de Deus e bênção para o seu povo, ele então se prepara para este futuro. É o caso de José, que ao interpretar o sonho do Faraó e entender o tempo de fome como inevitável, propôs ao Faraó um plano que garantiu a vida e a prosperidade apesar dos maus tempos.

Intervir na situação atual para mudar esse futuro

Caso o sábio compreenda que a ênfase desse tempo não trará a bênção de Deus; muitas vezes, em vez disso trará a tribulação e sofrimento, então ele poderá ir para a presença de Deus para conseguir instrução sobre o que fazer. Muitas vezes a direção de Deus será de lutar para mudar a situação e reverter a condenação. Outras vezes Deus orientará para mudar e evitar as consequências que advirão.

Penso em dois exemplos: primeiro, o de Daniel, que ao meditar sobre as profecias de Jeremias, entendeu que o tempo do cativeiro estava chegando ao fim e orou para que Deus perdoasse o povo e restabelecesse a nação de Israel. Ele entendeu seu “tempo” e orou para que Deus não deixasse o seu povo no cativeiro mais do que o necessário. Segundo, o do apóstolo Paulo que em várias ocasiões, fugiu ou mudou de cidade para continuar pregando o evangelho. Ele discerniu o tempo e entendeu o modo que deveria aplicar.

Nosso mundo está passando um “tempo” que por muitos é considerado agitado mais do que o normal. Eu, na verdade, compreendo que estamos vivendo as consequências de tempos anteriores, com mudanças culturais e sociais que ignoraram Deus e sua Palavra, e que agora estão dando seus frutos. Amargos frutos.

Temos a oportunidade de discernir esses tempos e buscar em Deus a sabedoria para aplicar o melhor modo de viver neles.

“Senhor, Tu prometeste sabedoria aos que pedirem, portanto Deus dá-nos Tua sabedoria para aplicarmos Tua vontade nesses tempos que vivemos.“

Mário Fernandez

Enrosco – Vivendo o Evangelho

“Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês fecham o Reino dos céus diante dos homens! Vocês mesmos não entram, nem deixam entrar aqueles que gostariam de fazê-lo.” (Mateus 23:13)

Eu sempre li este texto com olhos críticos voltados para os líderes eclesiásticos, assim como esse era também o tom das pregações e mensagens que tenho ouvido sobre ele. O foco é sempre nos líderes que fazem mais mal do que bem, os “servos do inferno” ou “lobos em pele de ovelha”. Não que isso esteja errado ou desalinhado, mas como sempre eu quero mais. Comecei então a meditar e tentar entender como as coisas chegam a este ponto.

Uma pessoa se sente chamada por Deus para ministrar o evangelho, se prepara, faz curso, estuda, aprende, deixa de ter outra carreira, se incomoda cuidando de gente para cumprir seu propósito, na esmagadora maioria tem uma remuneração de medíocre para baixo (se comparado com uma carreira que poderia ter), dificilmente terá mais de uma centena de pessoas ao seu redor, pouquíssimos alcançam a mídia massiva além da Internet… mas afinal, o que deu nessa gente querendo ser “servo de Deus” e ganhar tão pouco? Como as coisas chegam ao ponto em que não entram no Reino nem deixam os outros entrar?

Eu teria de admitir que o espírito de engano é mais poderoso do que posso crer que seja, não vai rolar. Ou eu teria de aceitar que tem pessoas que têm tanta sede de poder que até um grupinho de 20-30 lhe bastam, mas me parece forçado. Ou ainda eu teria que admitir que as pessoas um pouco mais carismáticas consegue dominar sua pequena multidão a qualquer custo e que isso não tem remédio, mas resisto muito à essa ideia. Parecia ser um beco sem saída, quando me lembrei que no começo da minha fé me ensinaram que para estudar a Bíblia é preciso deixar um texto no seu contexto (sim), mas é preciso olhar globalmente à luz dos demais textos (também). Uma coisa não invalida a outra.

Pense comigo por um momento: esses mencionados por Jesus eram os “profissionais da fé” em sua época, tal como hoje temos, por exemplo, mas não exclusivamente os pastores e padres. Muitos absolutamente dignos e bem intencionados, sei disso, mas outros que realmente parecem se encaixar na descrição. Não são fariseus, são pastores. Vivem no século XXI, não no I. O que temos em comum então com os dias de hoje? O POVO. Calma, não vou colocar a culpa no povo, apenas entender o que acontece.

O povo padece por falta de entendimento, erra por não conhecer as Escrituras nem o Poder de Deus. Vemos hoje a cena dos dias de Jesus na Terra com outra roupagem porque o problema essencial é o mesmo. Sempre haverá no meio do povo pessoas, em proporções que podemos discutir, que não se aplicam o suficiente para conhecer a Bíblia, a vontade de Deus, a Revelação, as Escrituras – chame como quiser. Nossos melhores relatos são de quando perseveravam unânimes diariamente em torno da Palavra, ainda que mesmo naqueles dias surgiram problemas.

Minha única conclusão é que estes a quem Jesus repreendeu e os de hoje, correm soltos nas raias da sociedade porque o povo não tem suficiente de Bíblia no sangue, não conhece o Senhor o suficiente para evitar de ser enganado. De quem é a culpa? De ambos, claro. Não vamos eximir a culpa de um líder abusado, nem menosprezar o quanto alguém pode ser influenciado em seu desconhecimento.

A cura portanto, por mais óbvia e repetitiva que nos pareça, é ensinar o nosso povo a aprender. Mais do que pregar, ensinar a lerem a Bíblia. Mais do que consolar, ensinar a buscar consolo nas Escrituras. Mais do que ter razão, mostrar o certo. Isso nunca vai zerar a conta, mas vai permitir que pessoas como as descritas neste texto, sejam mal intencionadas ou apenas hipócritas se auto-iludindo, tenham que se contentar com meia dúzia de gatos pingados.

Aos líderes, e me incluo nisso, lembremos que tem Jeremias 23 em todas as Bíblias e por mais antigo que aquilo seja, os princípios permanecem pois Deus não muda de caráter.

“Senhor, abre meus olhos para eu estar o mais próximo possível de Ti por meio da Tua Palavra, sem engano e sem ser enganado. Eu sou co-herdeiro do Reino dos Céus juntamente com Cristo e quero levar comigo tantos quantos eu possa.“

Mário Fernandez

Memórias e Lembranças

“A memória deixada pelos justos será uma bênção, mas o nome dos ímpios apodrecerá.” (Provérbios 10:7)

Essa época do ano a gente se envolve com diversos memoriais, simbologias, festividades, feriados, viagens, cerimonias. Parece que a vida clica num “pause” esquisito. As pessoas ficam frenéticas se tiverem que trabalhar no dia 25/12 de qualquer ano, como se fossem morrer. Este ano resolvi me dedicar a meditar sobre isso e apontar o que penso, para edificação.

O Natal, sendo ou não sendo em 25/12, tanto faz. A gente não sabe a data, então se for pra comemorar em qualquer um dos 364 dias errados, não me importo que seja esse – principalmente porque creio que se Deus preferisse a data exata ela estaria nas Escrituras. Não gosto do Papai Noel, não curto pinheirinho, raramente compro peru nessa época – mas a data não me incomoda. Eu comemoro o fato, independente da data. Aliás, e em tempo, a única memória que Jesus ordenou foi com respeito a Sua morte e não Seu nascimento, mas vamos em frente.

Tem mito demais no dia 01 de janeiro, as pessoas fazem propósitos como se tivessem renascido, querem emagrecer/estudar/adquirir/prosperar/perdoar como se não houvesse amanhã. Para mim é pura perda de foco, o Senhor voltará como relâmpago, como ladrão, como dores de parto – não porque mudou o ano no calendário. Quem não der conta de ler a Bíblia em um ano que leia em dois, mas leia. Quem não perder os pretendidos quilos até dezembro que continue suando, nenhum dia é bom para infartar. Quem esperou para perdoar já pecou, corre lá e liquida de uma vez. Entenda, a única forma de ter um ano abençoado é vivendo na benção todos os dias do ano não apenas no primeiro de janeiro.

O Carnaval é um feriado bizarro, enorme e mal localizado no calendário, atrapalha tudo e o Brasil só acorda depois do Carnaval da ressaca do reveillon (aliás, eita palavrinha complicada). Se a gente parasse de criticar as barbaridades que acontecem e investisse os demais 360 dias do ano falando do amor de Deus e apresentando um evangelho sincero e verdadeiro, não precisaria combater nada, pois as pessoas entenderiam o princípio.

Os feriados chamados “católicos” tipo “dia de finados” são meramente comemorativos, eu não tenho nada contra eles por si mesmo. Se isso ajuda lembrar de alguma coisa ótimo, memórias ajudam a viver. Desde que o motivo seja biblicamente legal, estou junto, vamos pro feriado. Mas repito – o evangelho verdadeiro se vive todos os dias, as pessoas que amamos tem que ser amadas todos os dias, as pessoas que morrem estão mortas todos os dias. Deus nos ama todos os dias e devemos a Ele um compromisso de santidade – todos os dias.

Os feriados comerciais “dia dos pais” ou “dia das mães” são igualmente legais e importantes para mim, tanto quanto podem ser insuportáveis ou sem nenhuma importância pois trata-se de 1/365 do evangelho que devo viver. Se for para me lembrar da minha mãe somente neste dia fiz uma coisa boa e 364 pecados, o que na minha avaliação é um resultado bem ruim.

O versículo que escolhi para meditar fala da memória do justo. Isso para mim é tudo. No dia em que o Senhor me levar para junto Dele de vez, muito provavelmente haverá um sepultamento e pessoas estarão entristecidas com a notícia. Há possibilidades de arrebatamento coletivo, etc – mas deixemos isso de lado por enquanto. A memória a meu respeito não será marcada pelos Natais, dias de Ano Novo, feriados – nada. Nenhuma data vai influenciar minha memória pois o versículo fala em “justo”, o que não tem relação com data nenhuma mas sim com um caráter, um comportamento, um estilo de vida. Estou investindo em ser lembrado como homem de Deus, faz uns bons anos. Tenho sido abençoado por Deus com 365 oportunidades anuais de fazer isso, as vezes até 366.

Meu querido, se quiser comemorar o Natal e isso não agredir a sua fé, divirta-se. Se isso for contra sua fé, não faça isso, pule a data. Se o tal do Ano Novo te ajuda a viver melhor, faça da melhor maneira. Mas lembre-se dos demais 364. Não sou juiz sobre a vida de ninguém nem tenho autoridade para ficar condenando datas, embora tenho posição e ensino claro sobre as motivações de coisas como “Halloween”, por exemplo.

Te convido, aproveitando esse início de ano, já que para tantas pessoas isso importa. Te convido, a quê? A seguir em frente, a viver para Deus 365 dias por ano, a se santificar um pouco mais, a orar um pouco mais, a meditar na Bíblia um pouco mais, a olhar pelos aflitos, a viver um evangelho digno do Deus que nos chamou – vem aí o noivo!!!

“Senhor, obrigado por cada um dos dias do ano que posso viver contando com Tua Presença, Teu Amor, Tua Glória, Tua Provisão, Teu Cuidado, Tua Salvação… Vai faltar espaço então – OBRIGADO!“

Vinicios Torres

Feliz Natal ou Boas Festas?

Quero lhe desejar um Feliz Natal!

Eu sei que nos últimos anos apareceram na igreja muitos movimentos que tentam redefinir nossas crenças e valores e, alguns às vezes bem intencionados, com a ideia de que deveríamos ser diferentes do mundo, propõe, de maneira equivocada, uma não participação nas “festas pagãs e mundanas”.

O natal tem sido a data que mais tem sido atacada dessa maneira. De um lado o mundo tomando posse dela e de outro a igreja abrindo mão dela pelos motivos errados.

Não costumamos falar sobre datas em geral na nossa lista, nem simplesmente repassar textos de outros, pois acredito que temos o nosso ministério que é independente de época do ano e que cada um tem o público que interessa para o seu trabalho. Mas ao ler a reflexão do Pr. J.B. Carvalho, de Brasília, sobre o natal este ano, entendi que ela pode ser edificante para a nossa comunidade. Por isso, tomei a liberdade de repassar a você.

Espero que ela ajude a despertar em nós uma atitude de tomar posse de toda e qualquer oportunidade para apontar para nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

P.S.: Leia o texto abaixo primeiro, depois abra o Google e pesquise a palavra Natal na aba imagens e conte quantas vezes aparece alguma imagem que lembre Jesus.

Feliz Natal ou Boas Festas? – J.B. Carvalho

O mundo ocidental tem sido influenciado por muito tempo por aquilo que chamamos de pós-modernismo ou multiculturalismo. Esse “espírito do tempo” tenta sobrepujar dois mil anos de história e relegar os valores tradicionais judaico-cristãos a ignomínia. Qualquer um hoje que ouse se posicionar pelos princípios fundamentais da Bíblia é visto como obtuso, primitivista, intolerante, um ser trevoso e obscuro. O bombardeio tem como argumento principal a ideia de que vivemos em uma sociedade multicultural e multi-religiosa, e que portanto não deveríamos comemorar festas ou celebrações religiosas em um ambiente onde existam outras diferentes crenças.

Em resposta a isso digo que a fé cristã civilizou nosso mundo e que somente em nações de maioria cristã temos a liberdade de adorar o Deus que quisermos. Você pode ser ateu em uma sociedade com maioria cristã, mas não pode ser cristão em um país com maioria de ateus. Você pode ser budista no Brasil com 87% de cristãos católicos e evangélicos, mas em alguns países com maioria budista a conversão é proibida por lei, e em outros novos cristãos sofrem forte pressão para negar sua fé. Você pode ser muçulmano nos países do ocidente com valores cristãos, mas não pode ser cristão no regime da sharia de Estados Muçulmanos. Caso viva em países menos radicais com maioria muçulmana, não poderá expressar sua fé publicamente, nem tentar testemunhar de Jesus para outras pessoas.

O único ambiente onde a liberdade religiosa é, não somente, permitida como esperada é em países com maioria cristã; Liberdade de expressão, direitos das mulheres, valorização da vida e dignidade humana, são fruto de uma consciência que percebe o homem como imagem e semelhança de Deus e portanto, digno de apreço e consideração. Regimes ateus marxistas mataram e torturaram milhares de pessoas no século XX. Sociedades animistas desprezam a imagem de Deus vista no vizinho pela divisão de castas, miséria social profunda, poligamia, desvalorização do individuo e a questão do carma que ao invés de lidar com a injustiça, justifica a injustiça. Tomas Cahill afirmou que a primeira expressão de igualitarismo na historia da literatura vem do livro de Gálatas no Novo Testamento.

“Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” (Gálatas 3.28)

Se pudéssemos remover os valores cristãos da sociedade, tudo a nossa volta iria ruir nos levando de volta ao barbarismo. O verdadeiro cristianismo construiu nações ricas, científicas e poderosas. A obsessão em tirar crucifixos de órgãos públicos, substituir a páscoa cristã por uma versão comercial com ovos e coelhos, ou trocar Jesus pelo bom velhinho é uma péssima ideia.

Particularmente, eu nunca tinha me importado em celebrar o nascimento de Jesus. Por acreditar que Jesus não nascera em dezembro, e porque via no modo em que as pessoas comemoravam seu nascimento influências pagãs primitivas, nunca me senti obrigado de dizer Feliz Natal para ninguém. O sincretismo tinha feito um trabalho muito bem feito em burlar o verdadeiro sentido do Natal, eliminando a centralidade do aniversariante e inserindo novos elementos de divindades pagãs antigas em sua comemoração. Simplesmente o consumismo, lojas, presentes, guirlandas, árvores, ceias, deixou Jesus esquecido no dia que se celebra o seu nascimento. Mas, há exatamente quatro anos, passei o Natal na Flórida (EUA) e fiquei muito impactado em ver o Natal se tornar uma celebração secular. Ao ouvir as pessoas dizerem Happy Holliday em vez de Merry Christmas, pude constatar alguma coisa muito séria. É como se houvesse uma agenda para riscar de debaixo do céu qualquer lembrança da fé cristã na recente história. Naquele ano, visitamos o park temático Magic Kingdon e presenciamos um espetáculo de Natal muito bem elaborado, com cores, luzes, pirotecnias e personagens da Disney World. Eles proclamavam um “espírito da nova estação” e no final daquela impressionante apresentação quem roubou a cena foi Papai Noel. Voltei ao Brasil com a consciência de que se quisermos desmascarar o falso, teríamos que mostrar o verdadeiro para as pessoas. Aproveitar o momento onde o mundo inteiro celebra o nascimento do Filho de Deus com o verdadeiro espírito da mensagem do Salvador é não somente uma oportunidade, mas uma obrigação cristã.

Portanto, desejo a você um FELIZ NATAL!

“O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura. E, subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem.” (Lucas 2.10-14)

Foto: Por Jeff WeeseFlickr: Nativity, CC BY 2.0, Ligação

Mário Fernandez

Impossível – Vivendo o Evangelho

“O anjo respondeu: “O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com a sua sombra. Assim, aquele que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus.” (Lucas 1:35)

Ouvi alguns há alguns domingos uma palavra muito edificante sobre este episódio do anjo dialogando com Maria. Mas, como sempre, Deus tem mais para quem está sedento e me fez perceber algo que para mim é novo, é alimento puro. Por trás da resposta daquele anjo existe uma lição poderosa que precisamos aprender. A pergunta de Maria foi “como é possível” a resposta do anjo foi “não é possível, é sobrenatural”.

Toda vez que esbarramos em algo que não temos capacidade de resolver nossa atitude é sempre indagativa tipo “como isso é possível?“. Olhamos para os fatores, olhamos para a circunstâncias, nos atemos aos fatos, somos objetivos, somos realistas, somos razoáveis, somos racionais e por mais espirituais que tentemos ser, por mais que nos esforcemos, o clamor da natureza é simples e direto dizendo “não dá, é impossível”. Mas anjo nenhum vai concordar com isso, porque no Reino de Deus a resposta é sempre “aqui não tem impossível, tudo aqui é sobrenatural”. Entenda SOBRE – Natural.

No mundo do sobrenatural, o natural fica por baixo, fica inferior, fica menor – isso explica porque sem fé é impossível agradar a Deus. Ele é sobrenatural, sem fé não se vê o invisível, portanto não é possível ter intimidade com Ele sem fé, não é possível viver como cidadão do Reino de Deus sem fé – simplesmente porque nada Nele é natural.

Ao perguntar “como” a resposta de Deus sempre será “sobrenatural”. Isso contorna o impossível, porque para Ele nada é impossível, claro, pois tudo é sobrenatural. Viver um evangelho sólido (não aguado), legítimo (não mundano), pleno (não cheio de falhas), profundo (não meramente intelectual) – significa necessariamente pisar em solo sobrenatural e conviver com o impossível. Se fosse um conjunto de regras, bastaria a gente fazer uma lista e seguir com ela. Mas não é, pois trata-se de um estilo de vida. Fé se desenvolve, cresce, se alimenta, precisa de exercício como um músculo. Sem ela, não se anda nessas terras.

Precisamos aprender isso urgentemente. Somos muito apegados ao impossível e limitados pelo nosso “como”. Precisamos aprender a ouvir a voz de Deus, seja por qual anjo Ele enviar. Essa voz nunca vai dizer “esqueça” pois ela sempre dirá algo como “sobrenatural, meu filho”. Talvez, por isso tantos de nós ficam para trás na caminhada, não entendem, não crescem, não frutificam, não fazem mais do que respirar e se acham vivos. No meu conceito, menos do que isso nem chega para ser mediocridade, é pior. Te convido a andar com fé neste caminho, com esforço é claro, para entender quando a resposta vier. Maria entendeu, veja no que deu.

“Senhor, não permita que eu desanime diante do impossível nem me ensurdeça diante da Tua resposta aos meus anseios. Me ensina a andar e viver com um pé no Teu sobrenatural, porque eu sei que isso é o Teu Reino.“

Vinicios Torres

Sobre Oração – Preciso de Uma Ajuda Sua

Olá, < !–data.assinante.firstName–>,

Algum tempo atrás fiz uma pesquisa no site com nossos assinantes e muitos participaram, você pode ter sido um deles.

Entre as muitas perguntas tinha uma sobre a prática da oração. Perguntava quanto tempo você gasta diariamente em oração.

Pois bem. As respostas sobre este assunto me levaram a colocá-lo como prioridade em nosso projeto e passei o ano pensando em como podemos ajudar os nossos assinantes a melhorar esse aspecto da vida cristã.

Antes de apresentá-lo, daqui a alguns dias, gostaria de uma informação sua.

Você pode descrever para mim como você aprendeu a orar?

Pode me dizer coisas como:

  • Quem lhe ensinou?
  • De que maneira?
  • Usou algum tipo de ferramenta de auxílio?
  • Apresentou-lhe algum método ou processo?
  • Como você melhorou ou evolui seu tempo de oração?

Pode responder mesmo que você considere que esta área não está bem em sua vida. Na verdade, é justamente por isso que estamos perguntando.

Sua participação é muito importante, pois nos ajudará a tornar o nosso serviço mais efetivo e útil para o Corpo de Cristo. Pode responder esse e-mail mesmo que estaremos monitorando as respostas.

Obrigado pela sua participação!